Uma receita inteligente e enérgica criada há anos, que faz sucesso até hoje.

Não é segredo para ninguém o quanto o café é uma iguaria que faz parte dos mais importantes momentos da história. Por ser versátil e harmonioso, o café também é o protagonista de muitas receitas ao redor do mundo, como a que vamos mostrar por aqui.

Nos antigos engenhos de açúcar, a mão de obra escrava era predominante. Os escravos eram responsáveis por todas as etapas de produção do açúcar que era exportado ou vendido. Num momento posterior, o sucesso era tanto, que os pequenos grãozinhos eram considerados artigos de luxo para a época, só pessoas de alto escalão poderiam tê-lo.

Porém, antes de ser transformada em açúcar refinado, a cana-de-açúcar era moída manualmente no engenho, gerando um líquido chamado garapa. Essa garapa substituía a água na filtragem do café, assim o café já saía adoçado do bule.

Como a moagem da cana no engenho era manual, os escravos precisavam de muita energia durante o dia para conseguir fazer seu trabalho. Por isso, criaram um café filtrado com garapa. O líquido é considerado um repositor natural de carboidratos e energia, enquanto o café contém propriedades semelhantes, que passam a ser potencializadas com a mistura.

Essa receita continua sendo reproduzida hoje em vários cantos do país e seu nome varia entre Café de Garapa e Café de Engenho. É possível reproduzi-la em casa, você vai precisar de

– Café moído;

-Garapa, popular caldo-de-cana.

Dê preferência aos ingredientes mais frescos, extraídos na hora. A quantidade varia conforme o seu gosto.

Aqueça a garapa a 95°C ou até fazer pequenas bolhas no fundo do recipiente. Em um filtro de pano, coloque o café moído e despeje o líquido quente em pequenas quantidades, primeiro umedecendo o pó, depois filtrando todo o café. Depois é só servir.

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